O ISESE LAGBA É CARO?

Cultura dos Orixás

Quero trazer um fato. Eu já viajei a Nigéria duas vezes e esta comprovado que além de culturalmente e religiosamente, filosofia é a base da civilização.
Quando eu pisei em terras yoruba, em 2010 e 2013, eu vi o Brasil só que, o Brasil dos anos 80. Por lá faltava muita infraestrutura, mas não faltava devoção e empenho.

O que dizem por aí, é que Ifa/Orisa não existiu mais. Já fiz um post falando sobre esse tema, porém, nunca aconteceu nada disso.
E vi um povo unido. As pessoas em si são muito abertas e verdadeiras. Os babalawo, iyalorisa entre outros se respeitam mutuamente. Os charlatões não ficam no meio deles. Quando são descobertos até sofrem duras penas até hoje, diferente do Brasil. É nesse ponto que eu quero chegar.

Quando se descobrem os charlatões na Nigéria, há sempre um escândalo. Isso é cultural. Eles são obrigados a parar ou “sumir do mapa”. Aqui no Brasil é o contrário, quando se descobre, as pessoas gostam e os alimentam com dinheiro e fama.

Em Nigéria, os devotos de Isese lagba não falam apenas um idioma. Nas escolas é possível hoje em dias você aprender dois ou mais idiomas de sua escolha, sendo que aqui no Brasil, mal conseguirmos falar o português. O nível de analfabetos não diminuiu por anos e sim cresceu.

A moeda na Nigéria não é forte. É Naira nome da moeda. O salário mínimo hoje em dia é de R$250 reais (convertido) ou U$75 em alguns lugares. Eu presenciei pessoas de extrema pobreza e pessoas ricas. Eu presenciei sorriso no rosto e não lamentações. Porque se você comparar como eles vivem, do que o que nós temos no Brasil, com certeza um brasileiro não ficaria com um sorriso no rosto.

Eu vi as pessoas sempre em movimento. Carros, motos, mulheres lavando roupas, vendendo mercadorias. Tudo igual aqui no Brasil. Eu percebi que o dinheiro circula bem por lá. O que eu vi é uma união muito grande e muito respeito entre as pessoas. Cada um consegue lutar e batalhar para ter o que é seu. Se não conseguir, tem uma mão ajudando a puxar a outra pessoa.

Dentro de tudo isso o que eu expliquei aqui, fica uma reflexão:

Por que eles conseguem fazer ebo constantemente?

Como eles conseguem se iniciar em Ifa/Orisa, mesmo vivendo com tanta dificuldade?

Vocês conseguem refletir e responder isso?

Aboru aboye o

Babalawo Ifadayo Akinkanju